domingo, 30 de março de 2008

Hu Jintao é reeleito como presidente chinês com 99,7% dos votos


15/03/2008

10:33


A cinco meses dos Jogos Olímpicos de Pequim, a reeleição do presidente Hu Jintao foi ofuscada pela crise tibetana

Número um do Partido Comunista chinês, Hu Jintao, de 65 anos, foi reeleito pelo Parlamento para a chefia do Estado como presidente durante outros cinco anos, com 99,7% dos votos. Após ter sido confirmado em outubro para a liderança do Partido Comunista, Hu recebeu a aprovação de 2.956 delegados, de um total de 2.965, na Assembléia Nacional Popular (ANP, Parlamento), reunidos desde 5 de março em Pequim na sessão anual. Hu Jintao recebeu uma longa ovação dos delegados antes de cumprimentar o primeiro-ministro, Wen Jiabao, que também será reeleito neste domingo pela ANP para um novo mandato de cinco anos. O provável futuro número um chinês em 2012, Xi Jinping, de 54 anos, foi designado vice-presidente pelos parlamentares. Xi, de 54 anos, sexto na hierarquia do Partido Comunista chinês (PCC), recebeu 98,5% dos votos dos 2.964 delegados da Assembléia Nacional Popular (ANP, Parlamento). Ex-governador de províncias e cidades ricas, como Zhejiang (leste) e Xangai, Xi Jinping é filho de um dos líderes do partido. A cinco meses dos Jogos Olímpicos de Pequim, a reeleição do presidente Hu Jintao foi ofuscada pela crise tibetana. Os confrontos entre manifestantes tibetanos e as forças chinesas de ordem registrados na sexta-feira em Lhasa deixaram pelo menos dez mortos, segundo a agência Nova China, que citou o governo regional do Tibet.

TIBETE: NA CHINA, MAIOR PROTESTO DESDE 1989; NA ÍNDIA, REPRESSÃO

13/03/2008
10:36

PEQUIM E DEHRA, 13 MAR (ANSA) - As manifestações de protesto dos monges tibetanos contra a China realizadas esta semana, na segunda e na quarta-feira, revelam-se as maiores desde 1989, quando foi imposta lei marcial, informaram fontes locais. Após as notícias sobre as duas manifestações em Lhasa, capital da região autônoma do Tibete, o grupo pró-tibetano Free Tibet Campaign disse que os protestos foram realizados também em duas áreas de maioria tibetana nas províncias de Gansu e de Qinghai. Os protestos foram convocados por ocasião do aniversário da revolta contra a China realizada em Lhasa em 1959, e para pedir a libertação dos monges presos em outubro passado enquanto festejavam a concessão da medalha de ouro do Congresso dos Estados Unidos ao Dalai Lama, o líder tibetano que vive exilado na Índia. Também foram registrados protestos na Índia. A polícia prendeu, no norte do país, uma centena de refugiados tibetanos que se manifestavam contra as violações aos direitos humanos cometidas pela China no Tibete. Os manifestantes, alguns dos quais ocidentais, marchavam em direção à fronteira chinesa para exigir a independência e protestar contra as Olimpíadas, que serão realizadas em Pequim, de 8 a 24 de agosto. Os manifestantes, sentados na rua para o bloqueio da polícia, foram presos um a um. A polícia impediu-os de chegar a Dehra, no Estado indiano de Himachal Pradesh, informaram as fontes. (ANSA).

Estados Unidos tira china do grupo dos maiores violadores dos direitos humanos

11/03/2008
19:00

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos tirou a China do grupo dos maiores violadores dos direitos humanos no mundo, mas manteve países como Irã, Coréia do Norte e Mianmar na lista, além de criticar duramente a corrupção na Rússia.
Essa é a essência do relatório anual sobre a situação dos direitos humanos em mais de 190 países em 2007, divulgado hoje pelo Departamento de Estado americano.
Durante uma entrevista coletiva, o subsecretário de Estado para Direitos Humanos, Jonathan Farrar, não explicou por que a China, anfitriã dos Jogos Olímpicos de agosto deste ano, foi excluída da lista negra, mas destacou que o país teve "um pobre histórico em direitos humanos" no ano passado.O relatório denuncia os fortes controles à liberdade de culto nas áreas do Tibet e na região autônoma de Xinjiang.Além disso, o governo chinês continuou sua campanha de vigilância, assédio, detenção e encarceramento de ativistas, escritores, jornalistas, advogados e seus familiares, "muitos dos quais buscavam exercer seus direitos", acrescentou.


Violência no Brasil

Em relação ao Brasil, a violência das forças de segurança, tanto nas ruas das cidades como nas prisões, é considerado um dos maiores problemas referentes aos direitos humanos no Brasil, segundo o relatório.O documento poupa as autoridades federais brasileiras, mas deixa claro que "o histórico de vários governos estaduais é pobre" em relação aos direitos humanos dos brasileiros."O governo ou seus agentes não cometeram assassinatos com motivação política, mas as mortes ilegais por parte de policiais estaduais (militares e civis) foram generalizadas", destaca o relatório.O documento ressalta que, nos seis primeiros meses de 2007, a Polícia do Rio de Janeiro matou 694 pessoas em combate, "33,5% a mais em relação ao ano anterior", segundo dados oficiais.Mas outras fontes elevam para 1.260 o número total de mortos, o maior desde 1993, e acima do total de 1.063, correspondente a 2006."A tortura por parte de policiais e funcionários de prisões continuou sendo um grave e generalizado problema. Policiais federais, estaduais e militares freqüentemente desfrutaram de impunidade em casos de tortura e de abusos", diz o texto.
Na América Latina, o relatório destacou que o México segue afetado por problemas de "impunidade e corrupção" em níveis estaduais e locais.


Liberdade em outros países

O relatório assegura que em alguns países o poder está concentrado em dirigentes que "não prestam contas", como Coréia do Norte, Mianmar, Irã, entre outros e critica a corrupção na Rússia e a violência sectária no Iraque.
O Departamento de Estado criticou com dureza a centralização do poder do Executivo e a corrupção na Rússia.O relatório destacou o assédio às ONGs, as restrições à oposição e aos meios de comunicação e a impunidade em vários assassinatos de jornalistas.No Iraque, a violência sectária e étnica e a débil gestão do governo contribuíram para a extensão da violação dos direitos humanos e um alto número de refugiados e deslocados internos, segundo a análise.No Irã, os direitos à liberdade de expressão foram violados, e a repressão a dissidentes, jornalistas, ativistas trabalhistas e defensores dos direitos da mulher cresceu.As forças de ordem locais recorreram às detenções arbitrárias, à tortura, ao uso excessivo da força, entre outras violações, ressaltou o Departamento de Estado americano.O documento do Departamento de Estado também destaca que "a violência doméstica continuou sendo generalizada", com 39.416 casos registrados em todo o país em 2006. Porém, o texto reconhece que o total assinalado é só uma fração dos números reais.Em relação à situação da infância, "milhões de crianças sofreram com a pobreza que afligiu suas famílias, trabalharam para sobreviver e não conseguiram receber educação".O abuso infantil também "foi um grande problema" durante 2007."A prostituição infantil foi um problema. A extrema pobreza foi o principal contribuinte" para o mesmo, já que, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 927 dos 5.561 municípios do país existe prostituição infantil organizada.